quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Origem da vida


Um site que explora o uso de ilustrações moleculares e animações para ajudar a descrever as origens da vida.

Além disso, as imagens e animaçoes podem ser baixadas, para isso basta clicar na seção "Resources for Educators"

Um exemplo do que você encontrará por lá:

Origem do Cacau



Mapa geográfico e genético da diferenciação do cacau (
Theobroma cacao L.)




Em uma colaboração entre pesquisadores americanos, brasileiros e peruanos, uma nova classificação foi proposta para os diferentes grupos genéticos da planta, bem como uma nova proposta de sua origem.

O cacau é cultivado nos trópicos úmidos e é uma importante fonte de divisas para pequenos fazendeiros das Américas Central e Sul, além de vários países da África Ocidental.

Usada desde os tempos pré-Colombianos, o cacau era considerado pela civilização Maia uma fruta dada pelos deuses (Ek Chuah, deus maia do chocolate, protetor do cacaueiro e de suas plantações). Nesta época, a partir do fruto era feita uma bebida de sabor amargo com as sementes torradas e moídas, misturadas com água e pimenta, conhecida como tchocolath.
Já no século 18, Carolus Linnaeus nomeou o gênero do cacaueiro como Theobroma, que em grego quer dizer “alimento dos deuses”. Até hoje em dia o chocolate é venerado e alimenta uma indústria multimilionária.

Porém, pouco foi feito para o melhoramento genético da planta com as informações fornecidas pelo banco de germoplasma da planta.

No artigo publicado no periódico Plos One deste mês, os pesquisadores propoem mudanças neste marasmo.

Com o estudo da genética de populações da espécie Theobroma cacao, os cientistas propuseram uma nova forma de classificação do germoplasma do cacau, além de uma nova região de origem.
De acordo com a pesquisa, o cacau teria se origina na região da Alta Amazônia, contrariando pesquisas anteriores que propuseram a origem da planta na América Central, já que na região Amazônica ocorre a maior concentração de grupos genéticos.

Através da análise genética de diversos marcadores moleculares, os pesquisadores propuseram que o padrão de diferenciação dos grupos genéticos segue barreiras de dispersão, como rios ancestrais.

O entendimento do padrão geográfico de dispersão de T. Cacao ajudará a implementação de novas estratégias de conservação de espécies com dispersão semelhante na região amazônica.


Motamayor JC, Lachenaud P, da Silva e Mota JW, Loor R, Kuhn DN, et al. Geographic and Genetic Population Differentiation of the Amazonian Chocolate Tree (Theobroma cacao L). PLoS ONE 3(10), 2008.

Wikipédia. Cacau. Outubro, 2008.

Cultura Gastronômica. A história do chocolate. Outubro, 2008.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Produção científica

Mapa do índice de produção científica por país


A produção científica considerada nesta análise cobriu física, biologia, química, matemática, medicina clínica, pesquisa biomédica, engenharia, tecnologia e ciências da terra e espaciais no ano de 2001.

O número de papers publicados pelos pesquisadores dos EUA foi cerca de 3 vezes maior do que o segundo colocado, o Japão.


Retirado do Blogs de Ciência.
Crédito: Worldmapper
Para a versão em PDF clique aqui.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Biohidrogênio


Hidrogênio combustível a partir de processo fermentativo






Um projeto de pesquisa que integra a geração de energia e o controle da poluição ambiental rendeu, a docentes e estudantes da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universidade de São Paulo (USP), a primeira colocação na quinta edição do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, na categoria Integração.

O estudo propõe a produção de hidrogênio como fonte de energia renovável, em alternativa aos combustíveis fósseis, a partir do tratamento de águas residuárias.
De acordo com um dos coordenadores, Marcelo Zaiat, a produção biológica de hidrogênio pode ocorrer por duas vias: fotossíntese e fermentação.

A produção fermentativa, tema abordado na pesquisa, objetivou o desenvolvimento de biorreatores anaeróbicos onde o hidrogênio é obtido a partir da matéria orgânica presente nas águas residuárias.

Numa primeira etapa é obtido o hidrogênio (etapa acidogênica, com formação de ácidos orgânicos e álcoois)

“O nosso projeto propõe que, acoplado à estação de tratamento do esgoto doméstico, possa estar um reator acidogênico para produção do hidrogênio, um combustível limpo que gera, nas células, a água como único produto”, disse Zaiat. Entre as formas de obtenção de hidrogênio estão a queima de combustível fóssil, eletrólise e a produção biológica.

Segundo o pesquisador, além de ser um combustível limpo, outra vantagem é que o hidrogênio é quase três vezes mais energético do que os hidrocarbonetos. “Essa conta é feita pela termodinâmica. O calor de combustão do hidrogênio é de 122 quilojoules por grama (kJ/g), cerca de 2,75 vezes maior do que o dos hidrocarbonetos”, calculou.


A cerimônia de premiação ocorreu no dia 20 de outubro, em Brasília, quando foram entregues troféu e US$ 10 mil aos autores do trabalho vencedor, intitulado Producción de biohidrógeno a partir de aguas residuales para ser utilizado como fuente alternativa de energia.


Fonte: Thiago Romero / Agência FAPESP
Mais referências aqui:
Tamagnini, P., Leitão, E. e Oliveira, P. Biohidrogénio: produção de H2 utilizando cianobactérias. Boletim de Biotecnologia, n. 75, 2003.

domingo, 19 de outubro de 2008

Você é o que você come


Resíduos liberados por batérias intestinais ajudam o hospedeiro a controlar o peso






Todos sabemos que os humanos, assim como outros animais, possuem uma grande e diversificada população de bactérias benéficas que vivem em seus intestinos. Estas bactérias desenvolveriam uma relação simbiótica de cooperação com o hospedeiro, onde disponibilizam os nutrientes dos alimentos que o hospedeiro não poderia digerir.

Porém, pesquisadores descobriram que além de disponibilizar nutrientes na luz do intestino, certas bactérias fazem mais: produzem sinais químicos que regulariam funções comporais, como o peristaltismo.

O grupo de pesquisadores já tinha demonstrado anteriormente que um receptor denominado Gpr41 tem como ligante ácidos graxos de cadeia curta. A partir desta descoberta, eles se concentraram em duas espécies de bactérias que digerem a fibra alimentar presente nos alimentos neste tipo de ácido graxo. As bactérias utilizadas no estudo foram Bacteroides thetaiotaomicron, uma bactéria sacarolítica, e a arqueobactéria metanogênica Methanobrevibacter smithii.

Utilizando camundongos com deleção do gene da proteína Gpr41 e camundongos germ-free, a comunicação com as bactérias foi impedida e em ambos os casos os camundongos ganharam menos peso do que os normais, mesmo comendo a mesma quantidade.

Além disso, os cientistas descobriram que nos camundongos nocauteados a comida passou pelos intestinos mais rapidamente, o que leva a crer que o receptor Gpr41 está envolvido no controle dos movimentos peristálticos, o que explicaria o menor peso dos camundongos.

Esta pesquisa abre portas para novos métodos farmacêuticos de controle de peso, já que adimistrando um inibidor de Gpr41 o peristaltismo diminui e a absorção de fontes energéticas abaixa, mas não cessa.

Samuel, S. B. et al. Effects of the gut microbiota on host adiposity are modulated by the short-chain fatty-acid binding G protein-coupled receptor, Gpr41. PNAS doi:10.1073/pnas.0808567105